Quando falamos de Design Inclusivo referimo-nos ao processo criativo que visa o desenvolvimento de soluções que dão resposta a determinadas necessidades físicas, psíquicas ou emocionais considerando as diversas limitações que o utilizador poderá ou não ter.
No campo da tecnologia e do mundo digital, o Design por si só, poderá facultar, dificultar ou impedir que pessoas portadoras de deficiências tenham problemas na usabilidade de um produto e/ou serviço. Se inclusivo, mais pessoas irá alcançar.

Por exemplo: quando estamos diante do preenchimento de um formulário online composto por campos de preenchimento obrigatórios, a cor não deverá ser o único meio de alerta mas sim como um complemento para destacar o que já é visível; poderá ser complementada pela emissão de um som e/ou pelo uso de texto a negrito, etc. Assim, estamos diante de um site acessível, inclusivamente a pessoas daltónicas, com visão reduzida ou invisuais. Veja o exemplo que se segue.

Nos exemplos apresentados, o segundo à direita, é representativo de uma solução Inclusiva.

Outro exemplo de Design Inclusivo é, ainda sobre o preenchimento de campos, quando junto a estes há ou não um pequeno texto que elucida qual a informação pretendida. No segundo caso, pequenos detalhes informativos que auxiliam na compreensão e interacção com o conteúdo do site.

Damos também como exemplo situações em que é necessária a edição de um determinado campo online, isto é: ao interagir com o site há indicações visuais de que estamos aptos para editar o texto quando, ao passar o cursor sobre o mesmo, este muda de cor e passa a ficar destacado e/ou sublinhado (exemplo disso é o Linkedin).

Ou, tomando como uma última referência, quando em sistemas Android e/ou IOS recebemos uma notificação e a mesma é acompanhada de um som, de uma luz e vibração. Neste caso, trata-se de comportamentos tecnológicos que se manifestam em simultâneo nas mais diversas formas: escrita, visual e auditiva.

Poderíamos aqui apresentar um conjunto de outros exemplos, porque estamos num mundo de infinitas possibilidades. Mas ficaríamos aqui por muito tempo…


De facto, há todo um conjunto de directrizes que podem e devem ser consideradas, transformando e facultando a compreensão dos seus produtos e/ou serviços tornando-os acessíveis a todos. E, no próximo artigo, iremos abordar algumas delas.


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