Há estudos recentes que concluem que a música alegre tem um grande impacto. Mas o que é música alegre? Na verdade, depende do gosto pessoal; seja clássica, indie, techno, jazz, bossa nova, folk, tradicional, entre outras. O que faz da música “alegre” é a capacidade de nos transmitir alegria.
Neste caso, o estudo criou quatro grupos de pessoas por forma a comprovar a sua teoria. Um primeiro grupo ouvia música com valências positivas e estimulantes. Um segundo grupo ouvia música considerada calma e com poucos estímulos, enquanto um terceiro grupo ouvia música tida como triste e negativa. O quarto e último grupo estaria em total silêncio. Todos os grupos foram testados quanto ao seu pensamento divergente e convergente, sendo que no primeiro caso, referia-se a pessoas com capacidade para gerar novas ideias ou às quais surgiam múltiplas soluções para um determinado problema. O último grupo que se encontrava em silêncio, apresentou um nível elevado de pensamento divergente, mas baixo ou nulo no convergente. O pensamento convergente é a capacidade de usar informação que tem, por forma a alcançar uma única resposta correcta.
Posto isto e tendo em conta as análises feitas no artigo da semana passada, podemos concluir que os criativos espontâneos e cognitivos, e espontâneos e emocionais, têm um pensamento divergente, ou seja, os que seriam estimulados pela música alegre.
O pensamento convergente está intimamente ligado à criatividade deliberada e cognitiva, porque requer mais conhecimento, tempo e silêncio para introspecção. Por outro lado, os outros dois géneros de criativos poderão ser estimulados pela capacidade de distracção que a música lhes dá.
Há inúmeros factores que influenciam a criatividade, nomeadamente o tipo de trabalho executado, a personalidade, o género musical que se ouve, entre tantos outros. Podemos dizer em síntese que a música alegre promove a espontaneidade e a criatividade.


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